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O coração do doador

Alguns de nós encontramos propósito em dar. É um estado de ser. Dar é inerente e o coração de um doador pode dar infinitamente sem esperar reciprocidade ou retorno.

No entanto, é uma coisa triste abusar de alguém, ainda mais, de um doador. Alguns doadores dão como meio de chamar a atenção e de se sentirem bem consigo mesmos. E embora seja um acto altruísta, dar sem esperar nada em troca, também serve para auto-gratificação, pois sabe bem dar. Outros, dão porque só conhecem esta realidade. Dão amor, bens, carinho, atenção, dão dão dão muito de si aos outros e às causas.

Quando estamos diante de um doador, podemo~nos sentir sobrecarregados porque não conseguimos dar tão livremente, tão gentilmente, tão abertamente. Podemo~nos sentir endividados ou podemos sentir resistência.

O que quer que sintamos não tira o valor do doador. Da sua acção e da sua graça.

Pode chegar um momento, porém, em que o doador se entristece ou se sente desanimado se, a longo prazo, na relação, ele for o único a doar. Ou a doar com tanto apreço. É bom ser amado. É bom ser reconhecido, é bom receber e ainda que o doador dê independentemente, no seu amâgo existe a vontade saudável de reciprocidade, de um querido retorno.

Que exista um coração de doador em cada um de nós.

~~ Ana ~~




The heart of the giver

Some of us find purpose in giving. It is a state of being. To give is inherent and the heart of a giver may give endlessly without expecting reciprocity or a return.

However, it is a sad thing to abuse anyone, let alone a giver. Some givers give as means to get attention and feel good about themselves. And although it is a selfless act, to give expecting nothing in return, it is also for self gratification, as it feels good to give. Others, give because they only know this reality. They give love, goods, care, attention, they give give give a lot of themselves to others and to causes.

When we are before a giver, we may feel overwhelmed because we may not be able to give so freely, so kindly, so openly. We may feel in debt or we may feel resistance.

However we may feel, it does not take away the value of the giver. Of the action and of his or her grace.

There may come a time, though, that the giver may feel sad or discouraged if in the long run, he is the only one giving. It feels good to be loved. It feels good to be acknowledged, it feels good to receive, and although the giver will give regardless, in his core lies a desire of reciprocity, of a loving return.

May there be a heart of a giver inside each one of us.

~~ Ana ~~

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