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A Era do descartar

Em todos os lugares que olho vejo lixo. Não existe um lugar onde a pureza do espaço seja respeitada e mantida. Às vezes eu apanho lixo aqui e ali. Nem sempre o faço ou então torna~se esmagador. Mas é esmagador testemunhar tal descaso. E muitas vezes sinto~me triste e a perguntar “Como se atrevem?”, e sinto a raiva surgindo. Não admira que me surja.

Não só as pessoas estão dispostas a destruir e destroem a Terra com actos inconscientes, como estão agora da mesma maneira a descartar coisas maiores. Carros, computadores, telefones, utensílios domésticos e assim por diante. Muito pouco é feito para durar e a moda dita como a nossa casa deve parecer a cada estação. Ou como nós deveremos parecer. Por causa disso, os recursos da Terra são usados ​​desnecessariamente, compulsivamente, em breve, até à exaustão. E tão trágico quanto isso, aplicamos o mesmo valor aos relacionamentos. Descartamos pessoas e relações com tanta frivolidade. Somos imaturos nas questões do respeito, nas questões da gratidão, nas questões do amor.

Ainda espero que nos afeiçoemos à nossa Terra Mãe. Que possamos perceber que, se não lhe mostramos respeito, temos falta de respeito por nós mesmos. Afinal, se ela está doente, nós adoecemos.

Eu rezo para nos contentarmos com menos (que é mais). Que nos dissuadimos de querer tanto. Em todos os momentos. Independentemente do custo.

Eu rezo. Eu rezo.

~~ Ana ~~


The Era of disposing

Everywhere I look I see trash. There is no a place where the purity of the space is respected and maintained. Sometimes I pick rubbish here and there. I do not always do it or else it becomes overwhelming. But it is overwhelming to witness such disregard. And often I find myself sad and wondering “How dare they?”, and I sense anger creeping in. No wonder it does creep in.

Not only are people willing and trashing the land, as they are now in the same manner disposing of bigger things. Cars, computers, phones, homewares, and so forth. Very little is made to last and fashion dictates how our home should look like every season. Or how we should look like. Because of this, Earth’s resources are used needlessly, compulsively, soon enough, to exhaustion. And as tragic as this, we apply the same value to relationships. We discard people and relationships so frivolously. We are immature in matters of respect, in matters of gratitude, in matters of love.

I still hope we grow fonder of our Mother Earth. That we may see that if we show her no respect, we are lacking respect for ourselves. After all, if she is ill, we fall ill.

I pray we settle for less (which is more), and dissuade ourselves from wanting so much. At all times. Regardless of the cost.

I pray. I pray.

~~ Ana ~~

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